No cenário atual é muito comum falar-se em investimento imobiliário sem utilizar jargões antigos, do tipo: baixa rentabilidade, investimento para aposentadoria visando alugueis, sem liquides, e tantos outros que freqüentemente era associado às aquisições imobiliárias. Mas, a que se deve essa mudança? Será que ela é fundamentada, ou é uma estratégia de marketing do grande mercado que tomou corpo, a indústria da construção civil?
As mudanças do cenário econômico e o novo posicionamento de prestigio do Brasil no cenário mundial, são peças fundamentais para entendermos a nova roupagem do mercado imobiliário, que só cresce se o crescimento socioeconômico crescer em maior ou igual proporção, e não é audácia falarmos que a construção civil, funciona como um termômetro para a saúde financeira de uma nação, ou você não acompanhou o inicio da crise financeira do EUA, e que se repetiu no continente Europeu tendo seu ápice em 2008, e importante avaliarmos com mais detalhes essas recentes crises, perceberemos que ela dava claros sinais no setor no mínimo 8 anos antes do seu encontro com a gigantesca mídia global.
No Brasil a mudança do mercado imobiliário é recente, em menos de 10 anos atrás para a compra de um imóvel, só poderia ser financiada em no máximo 80 meses, com juros que se multiplicavam ao longo dos anos, deixando saldos residuais do valor do empréstimo de quantias bem próximas do valor financiado, e além de tudo isso, era obrigatório ter para a entrada um valor igual ou superior a 60% do valor do bem, restringindo ainda mais o número de possíveis clientes, visto a ausência de praticas de poupança na nação brasileira. Sem falarmos na vulnerabilidade do mercado financeiro da época. Por tudo isso o Brasil formou um déficit habitacional sem precedentes, e alastrado por toda a pirâmide socioeconômica, mas predominante na base da pirâmide e para a indústria da construção civil era inviável seu progresso, pois a lucratividade era baixa devido a necessidade de controle estagnação dos preços aplicados aos bens produzidos, por outro lado os insumos da construções sempre foram voláteis a economia.
No momento atual é comum vermos em grandes publicações as mudanças do setor, tudo isso se dá a estabilidade econômica, a ascensão social ineditamente vivida no país, e ao gigantesco déficit habitacional que se formou ao longo de toda essa nossa historia. Segundo o estudo da Ernst & Young e FGV Projetos, a população brasileira que hoje esta na faixa de 190 milhões de habitantes, pode chegar à 2030 em 234 milhões, um crescimento de 1,8 milhões de famílias ao ano, e além disso estudos comprovam que a demanda ainda é menor que a oferta de imóveis em todo o Brasil.
O Brasil em 2007 iniciou um período áureo na construção civil, que ainda assusta muitos brasileiros descrentes nessa nova fase evolutiva do país. É certo que o setor sofre influência de políticas econômicas, como todos os setores do país, e, que é necessário termos os olhos bem abertos e os ouvidos bem atentos para possíveis mudanças, que podem chegar silenciosas e voltar o Brasil aos momentos de estagnação, mais também é verdade que as políticas financeiras, são ainda bem rígidas por aqui, e os juros empregados nos nossos financiamentos não se parecem em nada com a historia vivida em outros lugares do mundo. Por isso afirmo o setor não vivencia uma bolha imobiliária, pelo contrario, precisamos melhorar nossas regras de financiamento para abrangermos mais brasileiros. E o investimento imobiliário é tão bom hoje em retorno financeiro como a bolsa de valores, mais assim como nossa comparada é preciso conhecer o mercado, avaliar as oportunidades apresentadas, nas diversas opções do setor, e ter bem claro aonde se quer chegar!
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